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O iPhone 6 dificulta os serviços de espionagem do FBI


O diretor do FBI, James B. Comey, não perde a oportunidade para reclamar das novas formas de criptografia que estão sendo criadas pela Apple e Google para impedir – ou pelo menos dificultar– o acesso às informações dos usuários dos dispositivos móveis. Ele chegou a reunir a imprensa no dia 25 de setembro para explicar os motivos de sua preocupação. O choro é porque o FBI vê na iniciativa uma barreira para espionar se uma pessoa ou grupo pretende ou não cometer algum ato terrorista.

A busca do mercado por novos métodos eficazes de segurança ganhou destaque depois que o ex-CIA, Edward Snowden, deu com a língua nos dentes e revelou que os serviços de inteligência estadunidenses bisbilhotavam pessoas, governos e organizações, chefes de estado etc.

O diretor do FBI, James B. Comey, durante este encontro com os jornalistas, alega que as novas criptografias não facilitam o acesso às informações dos usuários e mesmo que a segurança seja quebrada, isso deverá ocorrer em prazo superior a 5 anos, o que, segundo ele seria tarde demais para que os serviços de segurança possam identificar uma possível ação criminosa. Mesmo que a quebra da privacidade seja autorizada pela Justiça.

A coletiva de Imprensa foi motivada depois do lançamento do iPhone 6, que traz um sistema de criptografia que usa um complexo algoritmo que só o usuário do dispositivo móvel tem acesso. Os serviços de segurança estadunidenses não estão satisfeitos com o novo recurso. Então, temos muito que comemorar.

Ninguém tem o direito de invadir a privacidade das pessoas e todos os governos e fabricantes têm a obrigação moral de investir na criação de regras e tecnologias. No entanto, a alegação de combate ao terrorismo, segurança interna, segurança nacional, têm dado aos governos autoritários e pseudo democratas argumentos par0061 se impor sobre as leis e à privacidade das pessoas.

Os argumentos do FBI são acompanhados pela polícia daquele país, que alega que a pesquisa de fotos, mensagens e histórias de Web em smartphones é “essencial para resolver uma série de crimes graves, incluindo assassinato, pornografia infantil e tentativa de ataques terroristas”. Comey se apoiou nestes argumentos para alegar que o conteúdo rastreado em smartphones ajudou a polícia a resgatar vítimas de sequestro.

A verdade é que o mundo inteiro está pressionando a indústria a se movimentar rumo à melhoria dos métodos de segurança para garantir a privacidade. Neste caso, o país capitalista mais poderoso do mundo pode ser derrotado pelo próprio sistema que o criou e o mantém: as leis de mercado. Porque, para garantir seus mercados os fabricantes estão sendo obrigados a dar uma resposta aos seus clientes: a segurança deixou de ser um serviço adicional para ser vital à sobrevivência dos seus negócios. Isso quer dizer: dinheiro. Nenhuma empresa capitalista quer deixar de ganhá-lo e para isso é obrigada a atender às exigências e necessidades do seu cliente.

Poucos dias depois deste encontro com os jornalistas, James Comey, reforçou sua tese em discurso na Brookings Institution, quando implorou para o Congresso dos EUA atualizar a lei sobre as escutas telefônicas para que se possa exigir dos fornecedores de tecnologias de comunicação digital possa garantir os meios de interceptação de mensagens mediante autorização legal. É a contradição do mercado: dialeticamente, ele mesmo cria as condições contra si. Agora, no mundo digital...


Por: Willians Geminiano - Editor da Fonte Midia Americas
Fonte: Convergência Digital
Edição: Diogenes Bandeira - Consultor de Segurança Eletrônica.
Blog: Diogenes Bandeira
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