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Eduardo Paiva foi baleado ao reagir a assalto em bairro nobre de SP. Polícia Civil vai pedir câmeras de segurança de banco onde vítima esteve.

Uma delegacia especializada em latrocínios, criada no mês passado pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo para investigar crimes de roubos seguidos de mortes, vai apurar o caso do funcionário de uma escola particular morto durante tentativa de assalto em Higienópolis, bairro nobre da região central da capital paulista. A informação é da assessoria da SSP.

A Delegacia de Investigação sobre Roubo e Latrocínio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) foi criada em 22 de maio. Antes, a atribuição de investigar latrocínios era do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Mas, após o aumento nos casos em São Paulo, o governo anunciou a mudança.

O crime mais recente de latrocínio foi registrado por câmeras de segurança. Ele ocorreu na manhã de segunda-feira (3) na Avenida Higienópolis, a cerca de 80 metros do portão principal do Colégio Nossa Senhora de Sion, onde auxiliar de manutenção Eduardo Paiva, de 39 anos, trabalhava havia oito anos. A vítima foi baleada na cabeça por um criminoso armado após reagir ao roubo.

O garupa de uma moto sacou uma arma e abordou Paiva, que ajoelhou e se recusou a entregar R$ 3 mil que estavam no seu bolso. Ele havia sacado o dinheiro em um banco próximo da esquina das avenidas Higienópolis com Angélica. Lá, descontou um cheque que ganhou pelo pagamento de um serviço particular que realizou.

O circuito de segurança do Sion gravou o momento em que Paiva reage ao assalto. As imagens foram cedidas a Polícia Civil que as disponibilizou à imprensa. Após se ajoelhar, ele se levanta e parte para cima do assaltante, que dispara em direção ao funcionário do colégio. Testemunhas contaram ter ouvido dois disparos. No 77º Distrito Policial, em Santa Cecília, onde o caso foi registrado como latrocínio e também é investigado, é apurado se o primeiro tiro falhou e, por esse motivo, a vítima reagiu.

O criminoso fugiu sem levar o dinheiro de Paiva. O ladrão subiu na moto, que era guiada por seu comparsa. A dupla fugiu e é procurada. A placa da motocicleta foi dobrada para dificultar a identificação do veículo.

O  G1  não conseguiu localizar o delegado Eduardo Camargo Lima, da Delegacia de Latrocínios do Deic, para comentar o assunto. Segundo a assessoria de imprensa do departamento, o caso do funcionário do Sion é investigado, mas até o momento nenhum dos suspeitos foi identificado ou detido. Quem tiver informações sobre os criminosos pode telefonar para o número 181 do Disque-Denúncia. Não é preciso se identificar.

Policiais civis do 77º DP, que também continuam apurando o caso, procuram mais câmeras de segurança para tentar identificar os criminosos. Nesta manhã, ao menos duas denúncias sobre quem poderiam ser os criminosos haviam sido feitas à delegacia. Investigadores estão tentando cruzar dados para chegar aos bandidos.

Para a investigação, três bandidos podem ter participado do crime, que é conhecido como “saidinha de banco”. Geralmente, um integrante do grupo fica no banco observando clientes sacarem dinheiro e comunicam isso aos comparsas do lado de fora. Os outros criminosos então seguem à vítima. Isso foi o que ocorreu com Paiva. Ele foi seguido pela dupla na moto e o garupa foi em sua direção. O assaltante usava boné e uma blusa vermelha.

Além da imagem que flagrou o rosto do criminoso, a polícia vai requisitar a gravação das câmeras de segurança do banco onde Paiva sacou o dinheiro. Os investigadores querem saber se algum dos criminosos estava dentro da agência no momento em que o funcionário do Sion entrou para descontar o cheque. Segundo policiais, funcionários do banco também serão ouvidos.

Até o início da tarde, três pessoas prestaram depoimentos no 77º DP. Uma delas testemunhou o instante em que Paiva foi baleado. Um homem que aparece em segundo plano nas imagens também deverá ser ouvido. Ele estava próximo do agressor e da vítima.

Quem já foi ouvido na delegacia está sendo levado para tentar o reconhecimento facial dos criminosos no sistema Fênix, que possui um arquivo com fotos de criminosos. Em breve, a polícia pretende divulgar o retrato-falado dos assaltantes.

O presidente do Conselho de Segurança de Santa Cecília quer mais segurança no bairro. "Nós estamos pedindo muito policiamento velado', disse  o presidente do Conseg, Fábio Fortes.

Segundo a assessoria de imprensa do Sion, Paiva será enterrado em Vitória da Conquista, na Bahia, onde ele nasceu. O corpo será embalsamado e transportado de São Paulo para o outro estado. O colégio funcionou normalmente nesta terça-feira (4).

Latrocínio
Além do 77º DP, o 4º DP, na Consolação, também investiga ocorrências registradas em Higienópolis. Dados estatísticos mensais divulgados pelo site da SSP mostram que de 2011 até abril deste ano nenhum caso de latrocínio havia sido registrado nos dois distritos policiais.

Apesar disso, em outubro do ano passado ocorreu um latrocínio em Higienópolis que foi registrado pela Central de Flagrantes do 26º DP, no Sacomã, na Zona Sul. Naquela ocasião, a estudante  Caroline Silva Lee  , de 15 anos, foi morta após ser baleada por criminosos na Rua Sabará. Ela estava acompanhada do namorado. Um dos assaltantes atirou mesmo após ter pego a mochila da vítima. O trio foi preso e confessou o crime que ocorreu a três quadras do colégio Sion.

O latrocínio teve aumento de 74% em São Paulo nos quatro primeiros meses de 2013 em comparação com o mesmo período de 2012. Analisando somente os casos de homicídios, o 77º e o 4º tiveram 7 casos registrados de janeiro a abril deste ano. Em relação aos roubos, foram 1.138 ocorrências feitas nas duas delegacias.

Em entrevista nesta terça ao Jornal Hoje, o secretário da Segurança, Fernando Grella Vieira, afirmou que a pasta está dando prioridade ao combate aos roubos e latrocínios. Segundo ele, o latrocínio é um "roubo mal-sucedido".

Por: Kleber Tomaz e Julia Basso Viana.
Fonte: G1 São Paulo.

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