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Novos perfis de consumidores emergem da crise


Uma pesquisa da agência nova/sb para detectar o perfil de consumidor que emerge da recessão mostra que a maioria dos brasileiros tenta ser responsável quando vai às compras. Três dos quatro perfis identificados reajustam prioridades e buscam vantagens nas negociações. E praticamente todos eles (92%) avaliam o custo-benefício em todas as oportunidades de consumo.

Apenas um grupo, o do “consumidor ostentação” (8% dos entrevistados) diz querer continuar gastando. Nele predominam homens, que podem ser da classe A, mas também da D, com baixo grau de educação. Segundo a pesquisa, eles estão dispostos a cortar os gastos com alimentação dentro de casa para continuar se divertindo fora de casa.

Sérgio Silva, diretor de planejamento da agência, diz que as tendências que emergiram em outros países durante períodos econômicos adversos se mantiveram mesmo depois que o pior momento passou. No Brasil, a crise pode acelerar a tendência que a pesquisa apontou. “Essa é a primeira grande crise que o Brasil enfrenta como uma país de classe média. Fomos olhar como os consumidores de outros países lidaram com a situação para entender o que pode estar acontecendo por aqui”, disse.

Há diferenças de classe e faixa etária no comportamento, mas não regionais. O maior grupo, formado por 42% dos entrevistados e denominado pelos autores do estudo de “smart buyers” (compradores inteligentes), é também o mais disseminado na sociedade. Inclui homens e mulheres, das classes B e C, e de nível médio de educação. Para não perder as conquistas dos últimos anos, valoriza ferramentas tecnológicas como aplicativos e sites, para pesquisar preços e promoções, e planejar suas compras.”Para o ‘smart buyer’, economizar não é sorte. É habilidade. Por isso, a internet é um dos três principais itens de consumo que querem manter”, diz Silva.

No Brasil, o comprador inteligente tende a ser o perfil que deve permanecer mesmo depois da recessão acabar.

As outras duas categorias predominantes – os consumidores pé no chão (26% dos entrevistados) e os sobreviventes (17%) – têm dificuldades para adotar as estratégias dos pioneiros porque estão sentindo mais a crise.

“As pessoas estão procurando valor. Não querem trocar por uma alternativa que pareça perda. E querem preservar o lazer. São caçadores de bons negócios [‘deal hunters’] e não de preços [‘price hunters]”, afirma Silva

O consumidor pé no chão é o mais engajado no corte de gastos para preservar conquistas. Corta presentes, festas e eletrônicos para manter educação, assistência médica e entretenimento fora de casa. É o grupo com maior nível educacional, formado predominantemente por mulheres, das classes A, B e C.

Entre os 17% classificados como sobreviventes estão os mais jovens, entre 18 e 25 anos. São homens e mulheres, predominantemente das classes D e E, mas também da B. É onde estão os desempregados.

Uma tendência forte em quase todos os perfis é a “caça de oportunidades”, na qual o consumidor, para manter o padrão dos últimos anos, lança mão de programas de milhagem, trocas de pontos etc.

A Associação Brasileira das Empresas de Fidelização (Abemf) registrou um aumento de 22% no número de cadastros em programas de fidelidade até o terceiro trimestre de 2015. Já o volume de resgates cresceu 14% no mesmo período. Na Múltiplos, por exemplo, o item mais trocado na categoria de “não-aéreo” em novembro foi um aspirador de pó. “As pessoas estão aproveitando para comprar eletrodomésticos que, de outra forma, não comprariam”, diz o presidente da associação, Roberto Medeiros. “Em mercados maduros, como a Inglaterra, 30% da população está engajada em algum programa. No Brasil, apenas 10%.”

Para o diretor da nova/sb, os movimentos Surreal, de consumidores que usaram redes sociais para denunciar preços que consideravam abusivos, e do isorporzinho, quando muitos começaram a levar a bebida para as ruas, que marcaram o verão passado, principalmente no Rio de Janeiro, já sinalizavam o fim do ciclo econômico anterior. “As pessoas estavam começando a ter alguma frustração. Consumiam, mas achavam o preço absurdo”, diz Silva.

A agência de publicidade realizou uma pesquisa quantitativa nacional com 2.682 pessoas com mais de 18 anos, observando a distribuição regional de consumidores no país: 45% dos entrevistados eram do Sudeste, 20% do Nordeste, 20% do Norte, e 15% do Sul. As informações foram levantadas ao longo do ano passado. Na última etapa, em novembro, foi organizada uma série de grupos qualitativos para aprofundar a compreensão do comportamento de cada tipo de consumidor.


Fonte: Valor Econômico
Edição: Diogenes Bandeira - Consultor de Segurança Eletrônica.
Blog: Diogenes Bandeira
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