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Lojistas do bairro Fundinho buscam segurança privada após roubos.


Uma série de assaltos às lojas do Fundinho, no setor central de Uberlândia, aos clientes e aos funcionários destes estabelecimentos nos últimos oito meses fizeram os comerciantes do bairro se reunirem para buscarem uma empresa de segurança privada, o que já está em processo de contratação. A reportagem do CORREIO de Uberlândia esteve em 20 comércios desta região, cujos proprietários e vendedores relataram a sensação de insegurança vivida por eles.

Das 20 lojas visitadas, em 12, ou seja, 60%, foram relatados problemas. Sete foram furtadas ou roubadas nos últimos oito meses, das quais duas por mais de uma vez e uma foi assaltada à mão armada na última semana. Outros três comércios tiveram clientes roubados a poucos metros da porta do estabelecimento e em mais duas lojas funcionários foram assaltados em pontos próximos ao trabalho. Os outros oito pontos comerciais não foram alvos de bandidos no último ano, mas três deles enfrentaram esta situação há cerca de cinco anos, quando tiveram as vitrines quebradas e mercadorias furtadas à noite.

A loja de roupas femininas da empresária Renata Ribeiro é uma das que foram alvo de criminosos nos últimos oito meses. Ela foi furtada três dias depois da inauguração, em outubro de 2013. “Entraram na loja durante a noite e levaram todo o estoque”, disse. Segundo a empresária, há quatro meses, um homem entrou no escritório do comércio sem ser visto, abriu a bolsa de uma funcionária e levou dinheiro e o celular. Ele foi visto saindo, mas as trabalhadoras ficaram com medo de abordá-lo.

Ainda de acordo com Renata Ribeiro, há três meses, um homem chegou na loja se passando como cliente e furtou o celular de uma funcionária. O objeto estava em cima do balcão. A empresária disse também que, após esse fato, outro homem entrou na loja pedindo dinheiro e, como as pessoas falaram que não tinham, elas foram ameaçadas. “Ele deu murros na vitrine, ameaçou todo mundo e disse que ia voltar. Na época, a porta era automática. Depois, passei para manual e ela só fica trancada. Também coloquei grades em tudo e instalei câmeras de segurança”, afirmou Renata Ribeiro.


Grades demonstram preocupação

Logo na entrada das lojas do bairro Fundinho, no setor central de Uberlândia, é possível perceber o sentimento de insegurança. Todas as portas dos estabelecimentos visitados pela reportagem do CORREIO de Uberlândia só podem ser abertas pelo lado de dentro. “Temos medo de que possa acontecer alguma coisa. A porta fica trancada e tem um interfone para prevenir”, afirmou a vendedora de uma loja de roupas Roberta Ferreira Moura.

Mas nem o portão de grades, que pode ser aberto apenas pelo interfone, e a porta de vidro que abre pelo lado de dentro de uma loja de roupas foram suficientes para evitar um assalto na última semana. Na terça-feira (29), por volta de 17h, dois homens tocaram o interfone se passando como clientes, entraram no estabelecimento e, depois de passarem pela segunda porta, apontaram uma arma para a empresária, para a vendedora e para um cliente que estava no local, anunciando o assalto. Eles levaram R$ 10 mil em mercadorias do comércio e dinheiro e o celular do cliente. “Eles estavam bem vestidos. Não desconfiamos de nada”, disse a vendedora Michelle Justino da Silva. “Depois, olhamos as imagens de câmeras de lojas do bairro e vimos que eles (os bandidos) estavam em uma moto e rondaram a região por um tempo”, afirmou a empresária Elizângela Souza Oliveira, dona da loja.


Clientes e funcionários que trabalham no bairro são alvos de motociclistas

Clientes de lojas e trabalhadores do bairro Fundinho, no setor central de Uberlândia, têm sido alvo de roubos praticados por motociclistas. No último mês, pelo menos três pessoas foram vítimas desse tipo de crime. Uma cliente de uma loja de roupas para festas foi assaltada em frente ao comércio em que ela estava.
“Ela tinha acabado de sair da loja, estava na calçada falando ao celular. Passou um homem de moto e puxou a bolsa dela. Ela não soltou e a moto saiu arrastando ela. A cliente se machucou muito, principalmente o joelho. Isso foi em um sábado pela manhã”, disse a vendedora da loja de roupas para festas Nilda Mary Araújo.

A vendedora de outro estabelecimento no bairro, uma loja de sapatos e acessórios, Simone Freitas Terra Silva também foi roubada por um motociclista que puxou a bolsa, que estava em seu ombro, quando ela chegava para trabalhar, às 8h. “Ele passou, puxou a bolsa, mas ela ficou presa no meu ombro. Ele saiu me arrastando e depois soltou. Machuquei as costas, levei dez pontos no joelho e queimei o braço no escapamento da moto. Agora ando na rua com medo, principalmente quando ouço barulho de moto”, afirmou Simone Silva.


Patrulhamento na região tem sido intensificado, aponta a polícia militar
O policiamento no bairro Fundinho, no setor central de Uberlândia, tem sido intensificado, segundo o responsável pelo patrulhamento do setor Fundinho e Tabajaras na 171ª Companhia de Polícia, Aspirante Carlindo José da Mota. Apesar disso, uma série de assaltos às lojas do Fundinho nos últimos oito meses fizeram os comerciantes do bairro se reunirem para contratar uma empresa de segurança privada. “Os bairros (Fundinho e Tabajaras) contavam com uma viatura para patrulhamento, mas há oito meses foi acrescentada mais uma e há cerca de 20 dias esse trabalho foi incrementado com uma terceira. Temos policiais à paisana nos bairros, além disso, vamos implementar o projeto bike patrulha com duas bicicletas para a região. A previsão é de que a bike patrulha esteja nas ruas do Fundinho e do Tabajaras até semana que vem”, afirmou o aspirante Carlindo.

De acordo com ele, a população dos bairros tem pedido uma base móvel da Polícia Militar (PM), o que não seria mais eficaz. “A base precisaria de uma quantidade maior de policiais e teria mobilidade menor.” Quanto aos motociclistas que roubam pedestres no bairro Fundinho, o aspirante disse acreditar que a bike patrulha vai conseguir inibir esse tipo de ação. “Temos o perfil dos infratores no bairro e colocamos policiais à paisana para tentar identificar os autores, mas ainda não conseguimos êxito. Contudo, apesar das ocorrências nos últimos meses, em abril tivemos 15 dias consecutivos sem crimes no Fundinho”, afirmou o aspirante Carlindo.
Por: Daniela Nogueira - correio de Uberlândia.
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