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Vírus para celulares completam 10 anos; relembre a história


Há dez anos, nos idos de 2004, o mundo da tecnologia via o nascimento de uma nova modalidade de golpes que viria se tornar um padrão uma década depois. Foi o nascimento das ameaças móveis, segundo a empresa de segurança Symantec.

A empresa revela que a primeira ameaça para celulares da história se chamava SymbOS.Cabir e, como indica o nome, era voltado para o Symbian. Depois de infectar um aparelho, o malware procurava outros celulares próximos por Bluetooth e tentava roubar dados pessoais do usuário e infectar arquivos. Ele também substituía ícones do dispositivo por uma caveira e, por isso, ficou conhecido como Skull., além de alterar arquivos do sistema para inutilizar o dispositivo.

Já em 2005 surgiu o SymbOS.CommWarrior.A, capaz de enviar mensagens MMS, com conteúdo multimídia, para vários contatos. No ano seguinte, surgiu o Trojan.RedBrowser.A, que começou a usar SMS para se espalhar, e conseguia infectar outros sistemas.

Ameaças financeiras, adwares e spywares
De acordo com a Symantec, o primeiro software malicioso a mirar o segmento financeiro surgiu também em 2004 como uma versão adulterada de um jogo chamado Mosquito. Com o nome Trojan.Mos, ele enviava SMS com notícias, jogos e propagandas, e o usuário recebia a cobrança a cada mensagem recebida.

A empresa também cita que adwares (publicidade indesejada e invasiva) e spywares (softwares que monitoram o uso do dispositivo) surgiram não muito tempo depois. Em 2006, o Spyware.FlyxiSpy ficou conhecido como a forma mais eficiente de vigiar o que outra pessoa fazia no celular, principalmente os cônjuges.

Em 2010 surgiu o SymbOS.ZeusMitmo, uma resposta aos novos sistemas de segurança do Internet Banking. Ele encaminhava por SMS informações bancárias sobre as transações do aparelho comprometido para os cibercriminosos.

Chegada do Android
A popularidade do Android e a difusão dos smartphones revolucionou também a indústria de malwares móveis. Os cibercriminosos passaram a apostar em engenharia social para infectar os usuários de formas mais inteligentes. As ameaças mais comuns são conhecidas pelo nome Android.Geinmi e Android.Rootcager.

O nome pode ser diferente, mas o modo de infecção e o objetivo são semelhantes. Eles se disfarçam de aplicativos originais e são distribuídos por fora do Google Play com o objetivo de roubar informações para ter ganhos financeiros.

O iOS, da Apple, também é alvo, mas devido às restrições do sistema, é mais difícil infectá-lo. Normalmente, o usuário precisa fazer o jailbreak para instalar apps não reconhecidos pela fabricante, o que dificulta bastante a invasão.

Proteção
Quem já é experiente no mundo da tecnologia não precisa das dicas a seguir, mas é sempre válido relembrá-las:

- Confira a reputação dos apps que você baixa e as permissões que ele solicita na hora de instalação
- Prefira as lojas oficiais na hora de fazer downloads de aplicativos
- Utilize senhas fortes para proteção de dispositivo e perfis
- Evite acessar links estranhos que chegam por e-mail, SMS ou mensageiros
- Evite conectar o dispositivo a redes Wi-Fi públicas e tome cuidado com redes compartilhadas
Fonte: OD.
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