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Formatos de compactação em CFTV e CCTV.


Motion JPEG

O Motion JPEG ou M-JPEG é uma seqüência de vídeo digital que consiste em uma série de imagens JPEG individuais. (JPEG significa Joint Photographic Experts Group [Grupo Conjunto de Especialistas em Fotografia].) Quando são exibidos 16 ou mais quadros de imagem por segundo, o visualizador perceberá o vídeo em movimento. O vídeo em movimento completo é ser percebido a 30 (NTSC) ou 25 (PAL) quadros por segundo.
Uma das vantagens do Motion JPEG é que cada imagem de uma seqüência de vídeo pode ter a mesma qualidade garantida determinada pelo nível de compactação escolhido para a câmera de rede ou o codificador de vídeo. Quanto maior o nível de compactação, menor será o tamanho do arquivo e a qualidade da imagem. Em algumas situações, como em ambientes com baixa luminosidade ou quando uma cena se torna complexa, o tamanho do arquivo de imagem pode ficar bastante grande e consumir mais largura de banda e espaço de armazenamento. Para evitar o aumento do consumo da largura de banda e do espaço de armazenamento, os produtos de vídeo em rede da Axis permitem que o usuário estabeleça um tamanho máximo de arquivo para um quadro de imagem.
Como não há nenhuma dependência entre os quadros do Motion JPEG, um vídeo em Motion JPEG é robusto, ou seja, se um quadro for perdido durante a transmissão, o restante do vídeo não será afetado.
O Motion JPEG é um padrão não-licenciado. Ele é amplamente compatível e muito usado em aplicações que exigem quadros individuais em uma seqüência de vídeo — por exemplo, par análise — e quando forem usadas baixas velocidades de captura, normalmente 5 quadros por segundo ou menos. O Motion JPEG também pode ser necessário em aplicações que exigem integração com sistemas que operam apenas com esse padrão.
A principal desvantagem do Motion JPEG é que ele não usa nenhuma técnica de compactação de vídeo par reduzir os dados, pois se trata de uma série de imagens estáticas completas. O resultado é que esse padrão apresenta uma velocidade de transmissão relativamente alta ou uma baixa proporção de compactação para a qualidade gerada, em comparação com os padrões de compressão de vídeo como o MPEG-4 e o H.264.

MPEG-4

Quando mencionamos o MPEG-4 em aplicações de vigilância por vídeo, normalmente nos referimos ao MPEG-4 Part 2, também conhecido como MPEG-4 Visual. Como todos os padrões MPEG (Moving Picture Experts Group, Grupo de Especialistas em Imagens em Movimento), ele é um padrão licenciado, exigindo que os usuários paguem uma taxa de licença por estação de monitoramento. O MPEG-4 opera com aplicações de baixa largura de banda e aplicações que exigem imagens de alta qualidade, velocidade de captura ilimitada e largura de banda praticamente ilimitada.

H.264 ou MPEG-4 Part 10/AVC

O H.264, também conhecido como MPEG-4 Part 10/AVC (Advanced Video Coding, ou Codificação Avançada de Vídeo), é o padrão MPEG mais recente para codificação de vídeo. Espera-se que o H.264 se torne o padrão de vídeo preferencial nos próximos anos. Isso ocorre porque um codificador H.264 pode, sem comprometer a qualidade de imagem, reduzir o tamanho de um arquivo de vídeo digital em mais de 80%, comparado com o formato Motion JPEG, e até 50% mais do que o padrão MPEG-4. Isso significa que serão necessários muito menos largura de banda de rede e espaço de armazenamento para um arquivo de vídeo. Em outras palavras, é possível obter uma qualidade de vídeo muito mais alta em uma determinada velocidade de transmissão.
O H.264 foi definido em conjunto por organizações de normas dos setores de telecomunicações (Grupo de Especialistas em Codificação de Vídeo da ITU-T) e TI (Grupo de Especialistas em Imagens em Movimento do ISO/IEC), e espera-se que ele seja adotado mais amplamente que os padrões anteriores. No setor de vigilância por vídeo, é muito provável que o H.264 encontre a adesão mais rápida em aplicações que exijam altas velocidades de captura e uma alta resolução, como na vigilância de rodovias, aeroportos e cassinos, onde o uso de 30/25 (NTSC/PAL) quadros por segundo é a norma. Isso ocorre quando a economia da redução da largura de banda e quando as necessidades de espaço de armazenamento geram a maior economia.
Também se espera que o H.264 acelere a adoção de câmeras megapixel, pois a tecnologia de compactação altamente eficiente pode reduzir o tamanho dos arquivos e as velocidades de transmissão geradas, sem comprometer a qualidade das imagens. Entretanto, existem prós e contras. Embora o padrão H.264 proporcione economia de largura de banda de rede e custos de armazenamento, ele exige câmeras de rede e estações de monitoramento mais velozes.
Os codificadores H.264 da Axis usam o perfil básico, ou seja, são usados apenas os quadros I e P. Esse perfil é ideal para câmeras de rede e codificadores de vídeo, pois a baixa latência se deve ao fato de que não são usados quadros B. A baixa latência é essencial em aplicações de vigilância por vídeo quando ocorre monitoramento ao vivo, especialmente quando forem usadas câmeras PTZ ou câmeras PTZ com cúpula.
Fonte: AXIS.
Formatos de compactação em CFTV e CCTV. Formatos de compactação em CFTV e CCTV. Reviewed by Diogenes Bandeira on 10:21:00 Rating: 5

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