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Big data já é realidade nos boxes da Lotus.


Os aficionados por velocidade que acompanham as etapas da Fórmula 1 ao longo do ano – seja no autódromo, via televisão ou internet – pouco imaginam todo o trabalho de bastidor executado para gerar duas horas de espetáculo. E não estamos falando de logística, da mecânica ou da organização de áreas VIPs para recepcionar convidados ilustres. Cada vez mais, a tecnologia da informação é peça fundamental na elaboração das estratégias das equipes e a Lotus, terceira no campeonato de construtores, abriu as portas dos seus boxes, em Interlagos (São Paulo), para mostrar um pouco dessa realidade.

Como frisa Oliver Anderson, responsável pelo marketing de operações da equipe, cada carro gera 25 megabytes de informações por volta. Esses dados são provenientes das dezenas de sensores de telemetria espalhados pelo veículo que mensuram, como o próprio executivo diz, centenas de variáveis. Levantamento da NetApp revela que são 130 sensores por veículo. “Tudo isso é enviado para o Reino Unido (onde está a sede da equipe) e analisado em tempo real. Por isso, nossa infraestrutura de telecom tem que ser muito boa”, pontua. “As pessoas não imaginam todo essa infraestrutura e todas as equipes precisam disso.”

Esses sensores avaliam tempo, velocidade, desgaste de pneu, direção do vento, entre outros pontos. E, embora tudo seja enviado no ato para o Reino Unido, a equipe de engenheiros que acompanha o time ao longo das provas também avalia todo esse amontoado de informações in loco e discute os rumos junto com a central. Neste caso, a velocidade na análise dos dados é essencial. Em um esporte onde tudo é medido em centésimos e milésimos – um pit stop precisa estar na casa dos 3 segundos, por exemplo -, dizer que algo será processado em minutos é tornar qualquer solução tecnológica carta fora do baralho.

Dos mais de 500 funcionários da Lotus, baseados em Enstone (Reino Unido), em torno de 80 acompanham os dois pilotos da equipe. Desses funcionários que seguem para as corridas, parte é dividida em dois grupos que formam os times dedicados de Kimi Raikkonen e Romain Grosjean. Na visão de Anderson, são grupos altamente competitivos como equipes de futebol e, ao final, os desempenhos são comparados, sobretudo, a partir dos dados compilados pelos sistemas da companhia.

Mas você há de convir que não basta apenas o aparato tecnológico de ponta. Dar conta de bolar estratégias a partir de todas as informações não é tarefa para qualquer um, para isso, eles contam com uma equipe de engenheiros altamente capacitada e capaz de, rapidamente, interpretar os gráficos e sugerir os rumos durante treinos e corridas. “A partir dos gráficos, eles conseguem entender quais características do carro podem mudar pelos eventos apresentados”, afirma Anderson, lembrando que, para ter as melhores cabeças, a companhia está sediada próxima a uma universidade e sempre está em busca dos melhores.


Parceria nova:
E se você pensa que todo esse trabalho é visto somente pelos engenheiros, saiba que ele afeta diretamente a atividade dos pilotos que, também, precisam entender o básico do que acontece e saber usar toda essa gama de informações a seu favor. Em rápida conversa com jornalistas brasileiros, o francês Romain Grosjean, afirmou que a tarefa não é nada fácil. “Dependemos muito de tecnologia e temos que usar isso para fazer o melhor nas pistas. Há sempre muito que fazer”, comentou, fazendo alusão à interpretação de gráficos para entender o comportamento dos carros e, a partir disso, adequar a forma de pilotar. “As pessoas não imaginam isso. É legal ser piloto, mas o trabalho é pesado, chego às 8h e vou embora, muitas vezes, às 21h, trabalhamos forte 250 dias por ano.”

Mas mais que velocidade e uma estratégia bem elaborada, a tecnologia dentro da Lotus tem tido um viés ecológico muito forte. Não é de hoje que as equipes de F1 estão em busca de minimizar o impacto ambiental do esporte, tido como um dos mais poluentes. Eles entendem, entretanto, que nenhuma prática esportiva é 100% livre de emissão de carbono. Anderson exemplifica dizendo que no futebol, por exemplo, há muita troca de uniforme, viagens de avião e ônibus, entre outros.

Para isso, cada vez mais ele estão em busca de novas parcerias para ajudar nessa missão. No caso da Lotus, uma dessas alianças é com uma empresa de painéis para uso de energia solar. Mais recentemente, a companhia fechou com a Avanade, que veio até por um contrato anterior com a Microsoft para uso do pacote Dynamics. A expectativa é que a implantação da solução de gestão traga um impacto forte, sobretudo, na área de logística, altamente crítica para qualquer scuderia, principalmente, quando as corridas têm intervalos de apenas uma semana. Nessas idas e vindas, eles, praticamente, montam e desmontam uma fábrica em cada autódromo. No caso da Avanade, além de participar do processo de implantação do Dynamics, a companhia prestará consultoria na integração de serviços, além de possuir um acordo para associação de marca.

Fonte: Portal Informationweek.
Big data já é realidade nos boxes da Lotus. Big data já é realidade nos boxes da Lotus. Reviewed by Diogenes Bandeira on 02:47:00 Rating: 5

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