∴ Diogenes Bandeira - Consultor de Segurança Eletrônica ∴

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O surgimento de um novo profissional, Gestor de Segurança Empresarial.

Foto pessoal de Diogenes Bandeira

O bilionário mercado de segurança privada, que emprega quase meio milhão de vigilantes no Brasil e dá proteção para quem paga, cresce onde a segurança pública falha. No entanto, muitos profissionais desta área não têm formação adequada.

O desentendimento de um cliente com vigia acabou em tragédia em uma padaria na zona central de São Paulo. O segurança matou o empresário Dácio Múcio de Souza Júnior, de 29 anos, com um golpe de faca depois de uma discussão.

Na loja de uma grande rede de varejo, também na capital paulista, outra discussão com um segurança não terminou bem. Ele desconfiou que um cliente que comprava colchão com a mulher podia ser um assaltante. A abordagem virou uma discussão e o rapaz levou um tiro do segurança.

Muitos vigilantes que cometem abusos não têm formação, como a lei exige. Em uma escola autorizada pela Polícia Federal, a procura pelo curso de vigilante é grande. Com o mercado aquecido, homens e mulheres veem uma oportunidade na formação.

Para entrar, é preciso ter a quarta série do ensino básico e, para se formar, o aluno precisa frequentar apenas duas semanas de aula. A lei federal que trata do assunto prevê que são necessárias 170 horas de curso com aulas de legislação, direitos humanos, primeiros socorros e defesa pessoal.
Ao final do curso, o aluno aprende a manusear armas e dar tiros com revólver calibre 38. São 76 disparos por aluno – bem menos que os 700 que um policial militar tem que dar antes de se formar. Segundo o ex-secretário de nacional de segurança, José Vicente da Silva, é muito pouco.

- Isso não lhe dá competência para estar com uma arma de fogo em ambiente com livre acesso de público, às vezes até de aglomeração. É submeter essas pessoas a alto risco por uma pessoa com preparo deficiente como esse com uma arma de fogo.

O tempo de estudo do policial militar também é maior. Em São Paulo, por exemplo, são 2 mil horas de aula.

- A diferença é muito grande. Obviamente que a demanda que você tem sobre o policial é muito maior que o vigilante, cujo trabalho é mais simples. Mas quem vai usar uma arma, vai viver momentos supostamente de tensão, profundo estresse profissional, e precisa ter uma formação mais ou menos semelhante a que um policial tem. Principalmente no contexto brasileiro.

O vigilante que quiser trabalhar na área de escolta armada de cargas, no transporte de valores ou na segurança pessoal privada precisa fazer um curso de aperfeiçoamento.

Se no curso básico a formação do vigilante é restrita, na segurança pessoal de executivos é bem diferente. Os profissionais muitas vezes falam duas ou mais línguas e os mais especializados aprendem a agir em caso de atentado.

- Entretanto um novo profissional está surgindo para dar suporte técnico a essa área. Trata - se do Gestor de Segurança com formação de nível superior. Atualmente poucas instituições no Brasil, formam profissionais para agir no mercado. Contudo, a demanda por esses profissionais é grande, principalmente no setor de Segurança em condomínios, roubo de cargas, Segurança patrimonial, Segurança Vip, Segurança da Tecnologia da informação e outros segmentos da área.
por: Sergio Upton.

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