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Com evolução do Big Data, criptografia será usada diretamente no dado.


Quando termos ganham força e são repetidos em uma sequência quase que sem fim, fica difícil traduzir seu impacto no mundo real. O Big Data, que toma o lugar onde antes Cloud Computing reinava absoluto, está exatamente nesta situação.  E o significado dele no contexto de segurança da informação, nas palavras da Symantec, também entra na veia semântica, desta vez, com uma metáfora: os desafios de proteção trazidos pela nova tendência são os mesmos, só que com esteroides.
Em entrevista exclusiva concedida à InformationWeek Brasil durante visita a São Paulo, o vice-presidente mundial de vendas e serviços da Symantec, Bill Robbins, detalhou que em um ambiente onde o nível de dados passa do conceito de zettabyte e caminha para yottabyte, com 24 zeros, a tecnologia de criptografia ganhará força e tomará status de essencial quando o assunto é proteção de informações.
“Atualmente você protege o perímetro. Existem firewalls para as redes, tem segurança em endpoints, diferentes níveis para cada aplicação… mas estamos nos aproximando cada vez mais dos dados. Agora, os dados estarão em todos os lugares: dentro e fora da rede, no endpoint, no data center, em todos os lugares”, introduziu o executivo. Em sua avaliação, a tecnologia se direciona para a assinatura embarcada diretamente nos dados, autenticação e até mesmo gestão de acesso dentro do dado, em um arquivo, apresentação, PowerPoint, etc. “Este é o caminho para o qual a tecnologia vai se direcionar”, comentou.
Robbins pontua que outra tendência é da segurança biométrica, já usada no Brasil com exemplos como o do Banco  Bradesco. “A biossegurança não será uma forma de acesso somente para proteção física – com a impressão digital para entrada em prédios – mas também para acesso de dados, porque é algo que não pode ser replicado ou forjado”, ponderou, indicando que impressão digital, desenhos formados pelas veias das mãos e íris ocular são as “senhas” de um futuro não muito distante.

Questão de gestão
Segundo perspectivas da SAS, o consumo de dados armazenados pelas corporações deve crescer 50 vezes até 2020, chegando a 44 zettabytes. A Symantec explicou que o nível de dados está em 2,2 zettabytes, com aumento de 63% sobre o ano anterior. Como o CIO pode não ficar sobrecarregado diante de tanto conteúdo? “A sobrecarga é possível se o dado não for bem gerido”, comentou.
Em termos de capacidade física, é inegável a evolução pelo qual as tecnologias de armazenamento passaram. A questão que fica é: do aspecto de inteligência da informação, como lidar? O executivo fez um paralelo da Data Warehouse das empresas com uma garagem, na qual a pessoa guarda todo tipo de objeto – até mesmo tranqueiras – por um período de 20 anos. Se depois de tanta coisa entulhada no local, ela quiser procurar um capacete de bicicleta, qual a garantia de que vai encontrar?
“É por isso que gestão de inteligência de dados é importante. Na Symantec falamos dos dados tendo contexto e relevância. De quem é o dado, quem está acessando, quem permite o acesso, quem criou, onde foi armazenado, qual o contexto? Esse dado é relevante? É uma informação ou é um dado que nunca foi usado?”, exemplificou.
Com base nos critérios, fica mais fácil entender para qual local da rede corporativa  dado deve ser direcionado. Os menos usados vão para um storage menos disponível, com custo reduzido de manutenção. Os mais críticos, ficam na camada superior, para facilitar o acesso. “Identificar contexto e relevância é muito importante”, finalizou.

Fonte: CRN.
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